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Centenas de italianos participaram neste domingo de uma
manifestação na praça São Pedro para protestar contra as radiações
eletromagnéticas emitidas pela Rádio Vaticano.
Centenas de pessoas do povoado de Cesano, que fica perto da
torre de transmissão da rádio, ao norte de Roma, levaram a cabo a marcha
enquanto seus representantes se reuniam com funcionários da Rádio
Vaticano, que é transmitida em todo o mundo em cerca de 40 idiomas.
Os manifestantes acusam as ondas eletromagnéticas emitidas
pela transmissão da emissora pela incidência relativamente alta de
leucemia entre as crianças que vivem perto do lugar onde fica a antena,
uma acusação que a Rádio Vaticano nega energicamente.
Depois da reunião com os representantes dos manifestantes,
a Rádio Vaticano emitiu uma declaração dizendo que tomará imediatamente
medidas técnicas necessárias para garantir que as radiações
eletromagnéticas produzidas por suas transmissões sejam compatíveis com
as normas italianas.
O governo italiano tem se colocado ao lado dos moradores da
região. O ministro do Meio Ambiente, Willer Bordon, ameaçou no mês
passado cortar a energia se a emissora não reduzisse as emissões
eletromagnéticas.
Bordon disse que a Agência Nacional para a Proteção do Meio
Ambiente descobriu que as transmissões da rádio religiosa superavam três
vezes o limite legal na Itália para as radiações eletromagnéticas.
Apesar disso, mesmo com Roma adotando os estritos limites
impostos pela União Européia (UE), a cidade não pode impor suas leis ao
Vaticano, que é um Estado soberano.
A Rádio Vaticano cita estudos de autoridades regionais de
saúde, que negam uma maior incidência de câncer e leucemia em áreas
próximas à estação de transmissão, e assegurou que sempre tem cumprido
os parâmetros de radiações eletromagnéticas adotados pela UE em 1999.
(Folha Online)
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