Retornar ao índice ItaliaOggi

Notizie d'Italia

 

Partido Radical italiano lança candidato pró-clonagem 

02/04/2001

 

 

           ROMA - Apresentando um doente terminal - o pesquisador da Universidade de Viterbo, Luca Coscioni, 33 anos de idade, vítima de uma forma incurável de esclerose amiotrófica lateral - como seu principal candidato às eleições políticas de 13 de maio, que renovarão o Parlamento e o governo da Itália, o pequeno Partido Radical italiano se confirma como uma força política que dá mais importância à criatividade do que às votações consagradoras. Opção que há 45 anos, desde que se reuniram depois de romperem com o velho partido liberal, os maiores líderes radicais a cada eleição nacional ou européia vêm renovando sempre com esperança de ver um dia a Itália funcionando como um estado laico e libertário, livre da influência do Vaticano e do conformismo a qualquer regime totalitário de direita ou esquerda.

   Lançando a candidatura do pesquisador Coscioni como cabeça de chapa em três das maiores regiões eleitorais do país (Lácio, Campania e Toscana), os chefes carismáticos dos radicais, Marco Panella e Emma Bonino, asseguram que mais do que o objetivo de aumentar o número de seus votos (que sempre oscilaram entre os 700 mil e 1,2 milhão) estão tentando mobilizar e sensibilizar a opinião pública e os futuros governantes do país para a necessidade de desenvolver o programa de pesquisa científica sobre a clonagem com finalidade terapêutica, experiência que já está sendo feita nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e outros países europeus - e que na Itália se deve considerar inadiável e indispensável para os 10 milhões de italianos que sofrem de doenças degenerativas como a esclerose múltipla, o mal de Alzheimer e o diabete, hoje consideradas incuráveis.

   Cientistas - O apoio dado publicamente por 187 cientistas e por 30 Prêmios Nobel das mais diversas nacionalidades e especializações - como o químico canadense Sidney Altman, o médico belga Cristian De Duve, o químico inglês Aaron Klug, o físico americano Maerin L.Perl, químico inglês John E.Walker, o francês Jean-Marie Lehn e o médico dinamarquês Jens Christian Skou - valem como uma demonstração convincente de que, desta vez, a candidatura do doente desenganado Luca Coscioni não é apenas mais uma das extravagâncias que o pequeno e barulhento partido radical inventa para obter resultados eleitorais menos medíocres. A informação de que a oposição do Vaticano e do episcopado italiano foi suficiente para persuadir as forças políticas (de governo e de oposição) a suspenderem qualquer discussão sobre a clonagem terapêutica, foi suficiente para que tantos expoentes da comunidade científica passassem a apoiar e pedir votos para Luca Coscioni, candidato dos radicais ao Parlamento italiano.

   Um candidato que nada teria em comum com outros apresentados e eleitos pelo mesmo imaginoso partido radical em anos passados, como a pornostar Ilona Staller, mundialmente famosa como a Cicciolina ou como o cantor e compositor Domenico Modugno, autor da canção Volare, conhecida no mundo inteiro, eleitos deputados nacionais na décima Legislatura do Parlamento italiano (1987/92); ou como o professor Toni Negri, teórico e guru dos terroristas das Brigadas Vermelhas, eleito deputado na nona Legislatura (1983/1987). (Araújo Netto, Jornal do Brasil)

Pesquise no Site ou Web

Google
Web ItaliaOggi

Publicidade
 
Notizie d'Italia | Gastronomia | Migrazioni | Cidadania | Home ItaliaOggi