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O candidato
favorito ao cargo de primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi (de
centro-direita), disse hoje que membros da sua coalizão receberam
ameaças de morte, mas o governo afirma que não encontrou evidências
disso.
``Há um clima de ódio político que está se tornando insuportável'',
disse Berlusconi ao jornal La Repubblica. ``As ameaças que recebemos estão ficando
piores, com panfletos e telefonemas''. Ao jornal La Stampa, de Turim, ele reclamou de
incêndios criminosos contra quiosques do partido e ataques a escritórios políticos, que
têm sido pichados.
Por causa das ameaças, ele decidiu suspender um grande comício do seu Forza
Italia, que estava previsto para o final de abril. Uma nova data ainda não foi marcada.
O grupo de Berlusconi lidera todas as pesquisas para a eleição geral de 13
de maio, mas as últimas mostram que o bloco de centro-esquerda está se aproximando.
O primeiro-ministro Giuliano Amato (centro-esquerda) pediu ao ministro do
Interior, Enzo Bianco, que entre em contato com Berlusconi para reunir provas que permitam
investigar a origem das ameaças. Um comunicado do gabinete disse que as investigações
preliminares não descobriram qualquer prova de que realmente elas aconteceram.
A campanha eleitoral italiana tem sido marcada por agressões verbais entre
os candidatos. Alguns políticos alertaram que ela poderia descambar para a violência
generalizada, depois que uma bomba explodiu em Roma e outra foi desarmada pela polícia em
Turim.
Também o candidato de centro-esquerda ao governo, Francesco Rutelli, tem
recebido ameaças. No começo do mês, uma carta manuscrita foi entregue ao jornal
"Il Messagero", dizendo que o candidato e seus assessores corriam risco. (Folha
Online) |