Retornar ao índice ItaliaOggi

Notizie d'Italia

 

Itália saúda o seu novo herói 

21/04/2001

 

 

Viagem espacial de físico romano comove o país

ARAUJO NETTO

   ROMA - Umberto Guidoni é o herói que exalta e comove os italianos neste momento. É um romano de 47 anos, casado, pai de um filho de nove anos nascido em Houston, doutor em Física e Astrofísica, um dos sete membros da tripulação da nave espacial Endeavour que viaja no espaço numa velocidade de 27 mil quilômetros por hora com a missão de ancorar na Estação Internacional Espacial, que está sobre o Oceano Índico, próximo das ilhas Maldivas.

   Os americanos da Nasa que o conhecem há muitos anos e o condecoraram com a Medalha do Vôo no Espaço em 1996, preferem tratá-lo como ''Doctor'' Guidoni. Na Itália, ao contrário, ele é acima de tudo o primeiro astronauta da Europa Ocidental a participar da nova e importante etapa da conquista espacial: a construção da ''Casa Comum'' no espaço. Quase do tamanho de um campo de futebol, capaz de hospedar 500 ou 600 pessoas e com cinco laboratórios para experiências científicas que devem mudar o nosso modo de viver.

   Um projeto que está sendo executado por um mutirão internacional de cientistas, técnicos e engenheiros, recrutados entre americanos, russos, europeus ocidentais, canadenses, japoneses e brasileiros.

   O vôo iniciado na noite de quinta-feira, com um perfeito lançamento em Cabo Canaveral da nave Endeavour, foi o segundo realizado pelo astrofísico romano. Em 1996, Umberto Guidoni passeou no espaço durante 18 dias, girando 252 órbitas ao redor do planeta. Desta vez, a missão da tripulação do Endeavour, formada por quatro americanos, um russo, um canadense e o italiano Guidoni, será mais breve (durará 10 dias, 19 horas e 19 minutos). Em compensação, será muito mais complicada. Porque o Endeavour está carregando o módulo Raffaello, construído pela agência espacial européia, com tecnologia inteiramente italiana e um custo de US$ 900 milhões, que de hoje até o dia 29 deste mês deverá ser atrelado à estação orbital que está sendo construída.

   Antes de partir para a grande aventura sonhada desde que, aos 15 anos de idade, viu pela televisão o desembarque na lua do americano Neil Amstrong, Umberto Guidoni fez duas revelações: a de que, na sua minibagagem, está levando apenas um CD com as aberturas das óperas de Giuseppe Verdi e um pedaço de queijo parmesão, além das bandeiras italiana e da União Européia. A segunda revelação foi a de sua ansiedade: ''Não vejo a hora de entrar na estação espacial. No shuttle, eu serei sempre um hóspede dos americanos, mas, na estação, serei o dono da casa. Porque toda a operação de montagem do módulo Raffaello será realizada por mim''. (Jornal do Brasil)

Pesquise no Site ou Web

Google
Web ItaliaOggi

Publicidade
 
Notizie d'Italia | Gastronomia | Migrazioni | Cidadania | Home ItaliaOggi