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Ministro da saúde italiano se diz a favor da pílula abortiva
RU-486 |
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29/05/2001
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O ministro italiano da
saúde, Umberto Veronesi, se pronunciou hoje a favor da pílula abortiva
RU-486, proibida até agora na Itália.
"Se temos a possibilidade de interromper uma gravidez com métodos
farmacológicos, que traumatizam menos do que uma cirurgia, não vejo razão para
rechaçá-la", afirmou Veronesi, ministro atual do governo de centro-esquerda e
conhecido cancerologista.
O ministro autorizou em novembro a venda da 'pílula do dia seguinte', o que
provocou a fúria do Vaticano e de setores da direita.
A pílula RU-486 se usa como alternativa ao aborto em vários países da
Europa, entre eles França, Inglaterra, Bélgica, Espanha, Alemanha além dos Estados
Unidos.
Quatro hospitais italianos, entre eles três romanos, pediram autorização
ao ministério para usar a pílula RU-486.
O aborto foi legalizado na Itália em 1978, embora por pressões do Vaticano
a lei consinta os médicos a recusar sua aplicação por motivo de consciência.
Segundo o religioso Mauro Cazzoli, professor de teologia moral, a pílula
RU-486 "suprime uma nova vida, é moralmente ilícita e deve ser rechaçada".
A Conferência Episcopal Italiana e o papa João Paulo 2º solicitaram, após
a vitória de Silvio Berlusconi, que o novo parlamento anule a lei sobre o aborto.
Segundo estatísticas oficiais, na Itália se registram 10.000 casos de
gravidez não-desejada todo ano entre menores, dos quais 6.700 desembocam em uma
interrupção voluntária de gravidez.
A pílula abortiva RU-486 provoca a interrupção da gravidez já implantada,
enquanto a "pílula do dia seguinte" impede que o óvulo fecundado se implante
no útero. (Folha Online)
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