 |
|
|
Berlusconi põe neofascista e xenófobo em postos-chave |
|
13/06/2001
|
Gianfranco Fini
será vice-primeiro-ministro e Bossi, titular da pasta de Reformas Institucionais
ROMA - A neofascista Aliança
Nacional (AN) e a xenófoba Liga Norte, célebre por ter defendido a criação de outro
país no norte da Itália, terão cargos de destaque no gabinete de Silvio Berlusconi, da
Força Itália. Ele apresentou o gabinete e tomou posse como chefe do 59.º governo do
país no pós-guerra. O partido de Berlusconi, o grande vencedor das eleições
parlamentares de 13 de maio, ficou com dez ministérios; a AN, com quatro; a Liga Norte,
com três e um agrupamento democrata-cristão, com dois. Os outros serão encabeçados por
técnicos independentes.
O líder da AN, Gianfranco Fini,
converteu-se no número 2 da nova administração, no posto de vice-primeiro-ministro,
enquanto Umberto Bossi, o dirigente da Liga Norte, será o titular do Ministério das
Reformas Institucionais, o órgão que promoverá a transferência de poderes do Estado
para as regiões nas áreas de saúde, educação, seguro e imigração.
Destacam-se ainda no gabinete o chanceler Renato Ruggiero, independente e
ex-diretor da Organização Mundial de Comércio (OMC). Seu nome foi indicação do
presidente honorário do Grupo Fiat, Giovanni Agnelli. O Ministério da Economia será
encabeçado pelo principal assessor de Berlusconi nessa área, Giulio Tremonti, que já
foi titular da pasta de Finanças. O eurocético Antonio Martino, também da Força
Itália, será o ministro da Defesa.
É a segunda vez que Berlusconi, empresário mais rico do país, assume o
cargo de primeiro-ministro. Em 1994, ele caiu depois de sete meses porque a bancada de
Bossi - então mais expressiva do que hoje - lhe retirou apoio parlamentar. Desta vez, os
partidos de Bossi e Fini integram a coalizão Casa das Liberdades, liderada por
Berlusconi. (Reuters, France Presse e Ansa) (O Estado de S. Paulo)
|
|
|
|
|
 |
 |