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Vaticano pede que G-8 escute jovens da antiglobalização

29/06/2001

 

 

   ROMA - O Vaticano pediu aos poderosos líderes que se reunirão na cúpula do G-8 em Gênova, entre 20 e 22 de julho, que escutem as manifestações pacíficas dos jovens antiglobalização e seus pedidos em favor dos necessitados e dos direitos dos países mais pobres.

   A afirmação foi feita pelo presidente do pontifício conselho para os laicos, o cardeal norte-americano James Stafford, durante a apresentação de um livro sobre as jornadas da juventude. Stafford defendeu o papel dos jovens contestadores -"pacíficos", sublinhou - que estarão na cidade. "São eles quem mantêm aberto o diálogo entre a política dos países ricos e as exigências dos países pobres. São eles os advogados mais comprometidos com a defesa dos que não têm voz."

   O cardeal declarou também que "o grande perigo de hoje" é o da concentração de todas as riquezas do mundo nas mãos de um pequeno grupo de poderosos.

   "Falta o controle de um governo internacional. É importante que todos percebam que o mundo pobre deve ser escutado. Principalmente os jovens dos países menos desenvolvidos têm a necessidade e o direito de trabalhar, ter remédios, segurança e moradia", comentou.

   "Tenho a impressão de que a globalização da economia segue numa direção muito hostil a respeito dos países mais jovens e mais pobres. Não tenho certeza da determinação dos políticos do G-8 de criarem uma abertura para os problemas do terceiro mundo", prosseguiu o religioso.

   Por esse motivo, ele acredita que as manifestações antiglobalização são a única forma de diálogo entre pontos de vista muito diferentes. "Dessas contestações poderia nascer um futuro diálogo mais formal entre o mundo rico e o mundo pobre", concluiu. (Tribuna da Imprensa)

Navio servirá de hotel flutuante para o G-8


   GÊNOVA, Itália. O medo de atentados terroristas e manifestações antiglobalização levou as autoridades italianas a alugar um navio de cruzeiro para servir de hotel flutuante para os líderes do países do Grupo dos Oito (G-8) — as sete maiores potências industriais e a Rússia — que se reunirão em Gênova de 20 a 22 de julho. Batizado de A Visão Européia, o navio ancorou ontem no porto de Gênova. Com exceção do presidente dos EUA, George W. Bush, e do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, os líderes ficarão no navio, alugado pelo governo italiano por US$ 2,9 milhões.

   A embarcação de 14 andares foi inaugurada em março pelo estaleiro francês Chantiers de l’Atlantique. Segundo a imprensa italiana, as autoridades consideram que manter as delegações estrangeiras a bordo permitirá maior segurança do que se elas se hospedarem em hotéis pela cidade. Espera-se que pelo menos dez mil manifestantes saiam às ruas durante a reunião do G-8, repetindo os confrontos ocorridos no recente encontro dos líderes da União Européia, em Gotemburgo, na Suécia. As autoridades também estão em alerta por causa de uma suposta ameaça do terrorista saudita Osama bin Laden, que, segundo o serviço secreto russo, está planejando ataques durante a reunião do G-8. (O Globo)


Ettore Scola filmará reunião do G8

Roma - Mais de 30 diretores de cinema, entre eles grandes cineastas como Gillo Pontecorvo e Ettore Scola, até jovens como Pasquale Scimeca e Ricky Tognazzi estão se preparando para rodar um filme sobre a reunião de cúpula do G8 prevista para fins de julho, em Gênova. A estes nomes somaram-se hoje outros ilustres do cinema italiano, como os diretores de fotografia Carlo Di Palma (Blow Up), Luca Bigazzi (Pão e Tulipas) e Franco Di Giacomo (Concorrência Desleal). O projeto, coordenado por Citto Maselli e que será apresentado amanhã em Roma, prevê a contratação de 15 equipes cinematográficas. (estadao.com.br)


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