Retornar ao índice ItaliaOggi

Notizie d'Italia

 

G8 em Gênova: Italianos sofrem com encontro

19/07/2001

 

 

ARAUJO NETTO

   ROMA - A partir de hoje, os únicos autorizados a caminhar pelo centro de Gênova serão os 15 mil policiais encarregados de defender a cidade dos contestadores da globalização. No maior centro histórico da Europa, formado por ruas, becos, palácios e um porto construído há mais de oito séculos, até os moradores serão vistos e tratados como indesejáveis.

   Antecipando-se às três marchas programadas para hoje pelo ''povo de Seattle e Porto Alegre'' - a primeira pelos emigrantes, a segunda contra as grades e barreiras de isolamento e a terceira de ''desobedientes'' vindos de todo o mundo - lojas, bares, ateliês e escritórios ficaram fechados, mas não sem dar uma satisfação aos clientes. Chiuso causa G8, ''fechado por causa do G8'', informavam os cartazes.

   Bombas - O problema não está só em Gênova. Roma, Milão, Bolonha e Treviso também sofreram por causa do encontro de cúpula. As principais cidades da Itália foram dominadas pela síndrome das bombas terroristas. Síndrome que, na véspera, já tinha feito uma vítima: um jovem carabineiro que por pouco não perdeu um olho, ao abrir uma carta contendo uma bomba de plástico incendiária.

   Em Milão, a mais de 200 quilômetros de Gênova, uma jornalista escapou por pouco ao abrir um envelope dirigido a Emilio Fede, diretor da Rete Quattro, que não se cansa de afirmar o profundo amor que sente pelo proprietário da emissora de TV e primeiro-ministro Silvio Berlusconi. A carga explosiva contida no envelope fora mal colocada. Detonando, causou-lhe uma leve queimadura no braço direito.

   Quase na mesma hora, no escritório central da multinacional Benetton, em Treviso, uma outra bomba incendiária posta dentro de um envelope foi entregue a policiais que a desativaram a tempo de evitar danos.

   Ecstasys - Em Bolonha, a tragédia maior não aconteceu porque o telefonema que denunciou a presença de uma grande quantidade de entorpecentes dentro de uma caixa postal foi logo interpretado como uma arapuca pelos policiais que, desconfiados, foram ao local indicado acompanhados por peritos. O que se achou foi uma bomba de alto poder destrutivo, ligada a um saco plástico cheio de pílulas de ecstasys, também desativada a tempo.

   Em Roma, a irritação dos romanos se manifestou contra as excessivas medidas de segurança responsáveis por um dia de caos na cidade. (Jornal do Brasil)

Prévia do G-8 debate crise no Oriente Médio

   ROMA - A crise no Oriente Médio foi o tema central da reunião dos ministros das Relações Exteriores dos países que formam o bloco do G-8, os sete mais industrializados e a Rússia, ontem, em Roma. O encontro dos ministros, que termina hoje, antecede a reunião de cúpula dos presidentes e primeiro-ministros que começa amanhã, em Gênova, com duração prevista para três dias.

   ''Há um consenso amplo de que o tempo está se esgotando'', disse o ministro italiano das Relações Exteriores, Renato Ruggiero, sobre a crise no Oriente Médio. ''Alguém tem de fazer alguma coisa''.

   Paciência - Da mesma forma, o ministro francês, Hubert Vedrine, disse que ''a paciência internacional está se esgotando''. Segundo Vedrine, os ministros concordaram que palestinos e israelenses têm de colocar em prática as sugestões do plano de paz elaborado pelo ex-senador americano George Mitchell. Ainda sobre o problema, os ministros sugeriram o envio de observadores internacionais à região. Sobre este tema Israel não concorda e os EUA são reticentes.

   Antes do encontro dos oito ministros (Itália, França, Japão, Grã-Bretanha, Rússia, Alemanha, EUA e Canadá), seis deles - as exceções foram Japão e Canadá - se reuniram para discutir o conflito na Macedônia. Os russos mais uma vez reclamaram da postura do Ocidente, segundo eles, condescendente com os albaneses. ''Estamos muito preocupados com os perigosos acontecimentos na Macedônia, por causa de atividades terroristas provenientes do Kosovo'', disse o ministro Igor Ivanov.

   Pela manhã, Ivanov e o secretário de Estado americano, Colin Powell - cujo cargo equivale ao de ministro - discutiram o projeto dos EUA de um escudo antimísseis. Ivanov pediu mais explicações ao governo americano sobre o projeto militar.

   Temas - Outros assuntos foram discutidos em uma prévia do que pode ser a reunião de cúpula do G-8. Além das crises no Oriente Médio e na Macedônia e o escudo antimísseis, os presidentes e primeiro-ministros dos sete países mais industrializados e a Rússia deverão debater o perdão da dívida dos países mais pobres; a implementação do protocolo de Kyoto, que pretende regular a emissão de gás carbônico na atmosfera; uma nova rodada de liberalização do comércio internacional; e questões de saúde e educação. Os líderes anunciarão a criação de um fundo internacional de combate a doenças como a Aids e a tuberculose, que já arrecadou cerca de US$ 1 bilhão. (Jornal do Brasil)

Pesquise no Site ou Web

Google
Web ItaliaOggi

Publicidade
 
Notizie d'Italia | Gastronomia | Migrazioni | Cidadania | Home ItaliaOggi