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Depois de muita
polêmica, está decidido: o Davi, escultura ícone do Renascimento feita por
Michelangelo, vai ser lavado com água. A intensa discussão sobre a melhor forma de
limpar a escultura durou 11 anos. No ano que vem, a Itália vai comemorar 500 anos da
escultura.
Parte dos
restauradores e museólogos sempre defendeu a lavagem da escultura com água. Outros nunca
aceitaram a hipótese, afirmando que molhar o Davi poderia mudar a superfície da
obra, tornando-a uniforme e aniquilando as nuances de cor do mármore. Além disso, as
marcas do tempo, que alguns consideram como parte da escultura, podem sumir. A limpeza
deve começar em setembro.
Para o diretor da Galleria dellAccademia de Florença, onde o Davi é
guardado, "não se trata de uma intervenção para tornar a obra mais bonita". O
especialista italiano em restauração Enzo Settesoldi discorda da lavagem com água.
"Se for somente uma remoção da sujeira, não há problema, mas quando se começa a
usar compressas de substâncias, o material básico pode mudar", disse.
Entre os
profissionais que ficaram contra a limpeza com água está a ex-restauradora da Galleria,
Agnese Parronchi. Ela foi encarregada de liderar o projeto de limpeza do Davi, mas
se demitiu porque a diretoria da instituição optou por molhar o monumento. Ainda que as
reações contra a lavagem com água sejam extremadas, elas perdem força quando se lembra
que em 1843 um italiano, Aristodemo Costoli, foi limpar o mesmo Davi. Em vez de
água ou panos secos, usou uma solução de ácido clorídrico. (As informações são do site da BBC).
(© estadao.com.br)
Mona Lisa faz 500 anos

PARIS - A Mona Lisa de Leonardo
da Vinci (1452-1519) já provocava admiração e espanto quando seu autor ainda estava
vivo. Desde então, nada mudou. Com seu sorriso misterioso e olhar discretamente sedutor,
a estrela do Museu do Louvre em Paris celebra seu 500º aniversário. Ela atrai anualmente
milhões de visitantes e figura, há séculos, entre as pinturas mais copiadas de todos os
tempos, além de ser um dos maiores mistérios da história da arte.
Sobre a identidade da beldade
que figura no quadro há muitas especulações. O retrato não é assinado nem datado. O
historiador Giorgio Vasari acredita que a moça era a esposa do nobre florentino Francesco
del Giocondo, motivo pelo qual a obra também é conhecida como ''Gioconda''.
O comerciante teria
encomendado o retrato em 1503. Em homenagem à data, a obra receberá uma sala própria,
de 200 metros quadrados, nos próximos meses.
Vasari conta que o quadro
agradou tanto a Leonardo, que ele atrasou sua finalização e mandou que um dos seus
alunos fizesse uma cópia para entregá-la ao comprador.
Alguns historiadores, porém,
afirmam que a mulher pintada seria a favorita de Guliano de Medici: Pacificia Brandano ou
Senhora Gualanda. Outros que ela é a amante do administrador francês Charles d'Amboise.
Há quem diga até que não houve modelo. Leonardo simplesmente pintou sua visão de
mulher ideal.
Nos escritos do artista, que
era, além de pintor, construtor, desenhista, engenheiro, cientista, escritor e teórico
da arte, não se faz menção ao quadro nem ao seu comprador. Também não se sabe se
Leonardo teve assistentes em sua confecção, o que era habitual na época (a maioria das
obras eram trabalhos de encomenda, finalizados por discípulos).
O que se sabe com certeza é
que a Mona Lisa foi vendida por Leonardo ao rei Francisco I. Posteriormente, o óleo mudou
de dono e foi parar finalmente na coleção de Luís XIV e, depois da Revolução
Francesa, no Louvre.
Napoleão descobriu o quadro e
o pendurou em seu dormitório, mas ele voltou ao museu após seu confinamento na Ilha de
Santa Helena. Em agosto de 1921, porém, o quadro foi roubado por um pintor que queria
levar o quadro ''de volta para a Itália''. Dois anos depois, a obra reapareceu.
Em 1956, a parte inferior foi
danificada em um ataque com ácido e, poucos meses depois, um homem atirou uma pedra
contra o retrato. Desde então, e talvez pelos próximos 500 anos, a misteriosa mulher
está resguardada por um vidro de segurança.
(© JB Online)
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