Da AFP
O papa João Paulo II, que festejará no
próximo dia 16 de outubro 25 anos de pontificado, deverá designar novos cardeais, entre
eles vários latino-americanos. A nomeação modificará o Colégio Cardinalício no caso
de eleição de seu sucessor, segundo especulações que tomaram conta do Vaticano.
De acordo com a imprensa eclesiástica, o
papa, cujas condições precárias de saúde têm causado alarme no mundo inteiro,
principalmente depois de sua ausência na última audiência-geral de quarta-feira passada
em função de uma indisposição intestinal, anunciará no domingo a designação de 20 a
30 novos cardeais.
A data do chamado Consistório, ou seja, a
assembléia de todos os cardeais da Igreja, durante a qual é entregue o barrete
cardinalício aos novos eleitos, ainda não foi definida. Essa designação cria muito
interesse, já que se tratam de novos candidatos à sucessão do papa, pois participam no
Conclave (eleição do pontífice) convocado em caso de morte de João Paulo II.
Por outra parte, a presença em Roma de 300
altos prelados da hierarquia da Igreja mundial, entre cardeais e arcebispos de todas as
dioceses católicas, para assistir, de 15 a 18 de outubro, as cerimônias pelos 25 anos de
pontificado representa uma ocasião oportuna para anunciar os novos escolhidos.
Mas as fontes religiosas indicam que, segundo
a tradição, este anúncio deve ser dado com pelo menos um mês de antecedência para
facilitar ao novo cardeal preparar trajes apropriados, assim como providenciar sua viagem
e a de seus parentes e amigos a Roma.
A imprensa italiana afirma que o Consistório
estava programado para fevereiro próximo, mas que, devido às condições de saúde do
Papa, poderá ser antecipado.
Atualmente somente 109 purpurados, dos 164 no
total, têm direito a votar para eleger o Papa e, em 2004, vários cardeais superarão os
80 anos, perdendo o direito de escolher o futuro pontífice.
Entre os candidatos ao prestigioso título de
Príncipe da Igreja, figuram nomes como seu secretário particular, monsenhor Stanislaw
Dziwisz, 64 anos, o atual ministro das Relações Exteriores, o francês Jean-Louis
Tauran, e o teólogo do pontífice, o alemão Paul Josef Cordes, presidente do organismo
encarregado das obras de caridade, Cor Unum. Entre os latino-americanos, figuram o
arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eusébio Oscar Scheid, e o italiano Nicolás Cotugno,
arcebispo de Montevidéu.
(© DIÁRIO
OnLine)