ROMA - O
Coliseu de Roma se iluminou na noite de ontem para celebrar a decisão de
um Tribunal islâmico da Nigéria de absolver Amina Lawal, que fora
condenada à morte por apedrejamento por ter engravidado sem estar
casada.
O Anfiteatro Flávio, o mais famoso monumento
da antiga Roma, se ilumina com as luzes coloridas usadas no Jubileu de 2000 toda vez que
um condenado é perdoado da pena de morte, ou que um Estado elimina as execuções de sua
legislação.
A prefeitura de Roma foi uma das muitas
organizações na Itália que se mobilizaram em favor de Amina, nomeada cidadã
honorária, com a coleta de assinaturas e diversos atos como o organizado no dia 8 de
março, Dia da Mulher.
Para o prefeito romano, Walter Veltroni, a
campanha a favor da nigeriana foi "um compromisso irrenunciável na luta contra a
pena de morte, a discriminação e a intolerância".
Vários representantes políticos italianos e
de grupos defensores dos direitos humanos expressaram hoje sua satisfação com a decisão
judicial que livra Amina da execução.
O Governo regional da Sardenha revelou ter
convidado Amina e sua filha para passarem uma temporada de férias na ilha mediterrânea
para "descansarem em um refúgio cheio de serenidade", após a disputa judicial.
Amina Lawal foi absolvida ontem pelos juízes
do tribunal do estado nigeriano de Katsina de uma condenação de morte ditada em março
de 2002.
A mulher, de 31 anos, tinha sido condenada a
ser apedrejada até a morte por ter tido seu quinto filho após se divorciar de seu
segundo marido, o que a transformava em uma adúltera segundo a lei islâmica
("sharia"), em vigor nos estados do norte do país africano. (Agência EFE)
(© JB
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