Seqüestro: italianos se
retirariam de Iraque se Bagdá pede, para salvar jornalista refém
ROMA
- O chanceler italiano, Franco Frattini, declarou
ontem à
televisão do Qatar, Al Jazira, que a Itália está disposta a retirar suas
tropas do Iraque se o governo provisório de Bagdá o pedir.
"Estamos prontos a abandonar o
Iraque se o governo do premier iraquiano Iyad Alawi o solicitar",
destacou Frattini, falando poucas horas antes do vencimento do prazo
dado a Roma por um grupo islâmico para retirar suas tropas do país do
Oriente Médio.
O grupo islâmico, que se fez
chamar "Exercito islâmico no Iraque" disse em um video difunduidod na
terça-feira pela Al Jazira ter em seu poder o jornalista italiano Enzo
Balkldoni, e teria concedido a Itália 48 horas de tempo para retirar
seus 3.000 militares mobilizados em Nassíria, sul do Iraque, após a
queda de Saddam Hussein.
O governo italiano havia
rechaçado o ultimato defendendo que manteria sua presença "civil e
militar" no Iraque, porém disse que faria o possível para conseguir a
libertação de Baldoni.
O jornalista está no Iraque para
uma revista de Milão, Diario, que desde a quinta-feira perdeu seus
rastros.
Os dois filhos de Baldoni, de 24
e 21 anos, lançaram ontem pela Al Jazira um chamado aos seqüestradores
para sua libertação. (ANSA)
(© ANSA)