ROMA - A Itália, que enfrenta
problemas até hoje devido aos conflitos antiglobalização ocorridos na cúpula do G8
(Grupo dos Oito) realizada em Gênova, vai deixar de sediar um encontro mundial sobre a
alimentação em novembro e deve realizar uma cúpula da Otan em setembro em uma base
militar.
O primeiro-ministro do país, Silvio Berlusconi,
reuniu-se com seus ministros da Defesa e das Relações Exteriores na noite de
terça-feira para lhes dizer que o encontro da Organização das Nações Unidas para a
Agricultura e a Alimentação (FAO), previsto para ocorrer em Roma entre os dias 5 e 9 de
novembro, seria realizado na África.
E a cúpula dos ministros de Defesa dos países-membros
da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), marcada para acontecer em Nápoles
nos dias 26 e 27 de setembro, seria realizada em uma base militar localizada na periferia
da cidade.
"Não quero ver nossas cidades destruídas e
queimadas. E, nessas circunstâncias, tendo a me comportar como um bom pai para sua
família", afirmou Berlusconi depois de se encontrar com os ministros, segundo o
jornal La Repubblica.
Uma decisão definitiva sobre a questão, porém, só
deve ser tomada em uma reunião de gabinete prevista para acontecer no final deste mês. O
assunto também deve ser tratado com autoridades da FAO e com os prefeitos de Roma e de
Nápoles.
A Itália foi criticada por sua atuação na cúpula do
G8 realizada em Gênova no mês passado, quando manifestantes e a polícia se enfrentaram
por três dias. Um ativista foi morto, mais de 300 pessoas ficaram feridas e cerca de 200
foram detidas.
Os manifestantes ameaçaram realizar protestos tanto na
cúpula da Otan como na da FAO. (BOL/Reuters) |