ROMA -- A Fiat está analisando a
possibilidade de cortar milhares de empregos em sua divisão de veículos comerciais, que
está dando prejuízo, afirmou Luigi Angeletti, um dos principais líderes sindicais da
Itália.
"Oito mil demissões estão perto de se transformar em
realidade", declarou o sindicalista, enquanto os executivos da companhia se
preparavam para se reunir, nesta quarta-feira, com representantes dos trabalhadores para
discutir o possível impacto da mais recente iniciativa de reestruturação da Fiat.
O grupo deve registrar neste ano perda de um bilhão de euros (980 milhões de
dólares), mas seus executivos esperam que a empresa volte ao azul até 2004.
A companhia já havia cortado três mil postos de trabalho e,
recentemente, sinalizou que faria mais reduções nos custos para enfrentar as
dificuldades do mercado.
Mas o ministro da Indústria da Itália, Antonio Marzano, que se reuniu
com o executivo-chefe (CEO) da Fiat, Gabriele di Genola, na terça-feira, exortou sua
direção a "pesar cuidadosamente o impacto sobre a força de trabalho e os problemas
subseqüentes".
O executivo-chefe da Fiat Auto, Giancarlo Boschetti, disse que a companhia
investirá 2,5 bilhões de euros por ano para desenvolver novos carros.
A empresa acreditava que o novo modelo Stilo fosse incrementar as vendas,
mas o carro não chegou a encantar os consumidores europeus.
A Fiat Auto anunciou uma perda operacional de 823 milhões de euros na
primeira metade desse ano.
Boschetti disse no mês passado que a companhia enfrentava dificuldades
porque estava produzindo de 20 a 30 por cento mais carros do que era necessário. A Fiat
viu suas vendas na Itália caírem pelo nono mês consecutivo.
As vendas de seus modelos Alfa Romeo e Fiat, entre outros, diminuíram 7,5
por cento em setembro, totalizando 47.460 veículos. E sua fatia do mercado encolher para
28,73 por cento se comparada com os 32,12 por cento do ano anterior. (Com informações da
Reuters)
(© CNN.com.br)