Retornar ao índice ItaliaOggi

Notizie d'Italia

 

Vaticano expressa solidariedade a Giulio Andreotti

19/11/2002

 
 

CIDADE DO VATICANO -- O Vaticano manifestou nesta segunda-feira apoio ao ex-chefe de governo italiano Giulio Andreotti, condenado a 24 anos de prisão por cumplicidade no assassinato de um jornalista em 1979.

   "A solidaridade demonstrada ao senador Giulio Andreotti pelo mundo político e institucional, e também por muitíssimos cidadãos, é plenamente compartilhada por nosso jornal", escreveu l'Osservatore Romano na primeira página.

   Políticos italianos de todas as tendências cerraram fileiras em apoio a Andreotti, de 83 anos, que foi sete vezes primeiro-ministro

   Andreotti sempre negou as acusações da Máfia de que havia ordenado o assassinato do jornalista Mino Pecorelli, que estaria para divulgar informações comprometedoras e já afimou que vai apelar ao Tribunal Supremo do país.

   A decisão judicial, anunciada neste domingo e que revoga uma setença de absolvição de 1999, estremeceu a classe política italiana e provocou reações inclusive do governo, onde o primeiro-ministro Silvio Berlusconi encabeçou apelos para que se promova uma revisão completa do sistema judicial no país.

   "Esta justiça que está aí enlouqueceu", disse Berlusconti, que mantém sua própria batalha pessoal com os magistrados, enfrentando acusações de corrupção, relacionadas a seu império jornalístico.

"Desconcertante e absurda"

   O jornal do Vaticano qualifica de "desconcertante e absurda" a sentença do tribunal de Perúgia, no centro da Itália.

   "Trata-se de uma vitória sinistra da 'arrependitocracia' que torna urgente uma reforma nas normas utópicas referentes aos arrependidos e ao crédito que merecem", acrescenta l'Osservatore.

   Uma lei de 1991, modificada em 2001, garantia aos mafiosos arrependidos que colaborassem com a justiça uma série de vantagens, como proteção para suas famílias, alojamentos e indenizações.

   Antes do final de novembro, a comissão antimáfia apresentará um projeto de revisão dessa lei ante o Parlamento.

   Desde os anos 80, os primeiros arrependidos desfrutaram desse tipo de vantagem sem que o assunto estivesse regulamentado por lei.

   O primeiro arrependido mais polêmico foi o mafioso Tommasino Buscetta, que passou um tempo no Brasil e morreu há dois anos e meio nos Estados Unidos.

   Na década de 90, Buscetta revelou aos juízes italianos as regras internas da "Cosa Nostra", a máfia siciliana, e os nomes de seus principais chefes.

   O julgamento de Andreotti só foi possível devido às revelações de Buscetta sobre as relações entre a Máfia e o poder político.

   Atualmente, 1.112 mafiosos arrependidos e 72 testemunhas, além de quase 4. 000 familiares, beneficiam-se dos programas de proteção previstos por lei. (Com informações da France Presse e da Reuters)

(© CNN.com.br)

Para saber mais, visite o site do l'Osservatore Romano

 

Para saber mais sobre:

powered by FreeFind

Publicidade

Pesquise no Site ou Web

Google
Web ItaliaOggi

Notizie d'Italia | Gastronomia | Migrazioni | Cidadania | Home ItaliaOggi