Peter Popham
The Independent
ROMA - Alguns dos mais
famosos museus da Itália podem ser obrigados a fechar, se a Enel, companhia estatal de
eletricidade, cumprir a ameaça de cortar o fornecimento de energia.
Em Florença, a Galleria degli Uffizi, que recebe 1,5
milhão de visitantes por ano, e numerosos museus de fama mundial na Toscana estão em
situação financeira desesperadora e deixaram de pagar contas de energia equivalentes a
250 mil euros.
Agora, a Enel enviou uma carta aos museus, exigindo que
paguem as contas, se não quiserem mergulhar na mais profunda escuridão. Os recursos
andam tão escassos que, segundo Antonio Paolucci, superintendente especial da Uffizi,
''se esta fosse uma empresa privada, há muito estaríamos no vermelho''.
Os museus na Itália, que levam anualmente milhões de
visitantes estrangeiros ao país, estão sob ameaça de drásticas mudanças, desde que a
coalizão de centro-direita de Silvio Berlusconi chegou ao poder no ano passado e propôs
sua privatização.
- Estas novas leis - diz um especialista estrangeiro -
dão expressão estatutária à idéia de que o patrimônio público, incluindo os museus,
é algo a ser avaliado e explorado comercialmente, como ferro ou petróleo.
(© JB Online)