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Papa era espionado, diz ex-juiz italiano

16/12/2002

 

 

O comandante da Guarda Suíça, Alois Estermann, assassinado no dia 4 de maio de 1998 no palácio apostólico, era na verdade um agente do serviço secreto da Alemanha Oriental, a Stasi, ''infiltrado'' na Cidade do Vaticano, segundo o livro do ex-juiz italiano Ferdinando Imposimato, que vem causando rebuliço no país.

   Devido a microfones colocados no dormitório de João Paulo II, o coronel Estermann, que fazia parte da guarda armada do papa desde 1980, conhecia importantes segredos do pontificado, confirmou um funcionário do Vaticano ao magistrado.

   Imposimato esteve na frente da luta contra a máfia entre 1972 e 1986, atuou como juiz instrutor nos processos de casos importantes de terrorismo, como o assassinato de Aldo Moro, pelas Brigadas Vermelhas em 1978, e o atentado contra o papa em 1981.

   Desta vez relata, documenta e sustenta a tese de que um agente se infiltrou no Vaticano para frear um papa perigosamente ''anticomunista''.

   No livro Vaticano, um assunto de Estado, o juiz investiga a vida de Estermann, ''um peão precioso'' da Stasi, que colaborou na preparação do atentado contra o papa cometido na praça de São Pedro no dia 13 de maio de 1981.

   Em seu livro-documentário, o juiz, presidente honorário da Corte Suprema, tece uma complexa trama envolvendo misteriosos seqüestros em 1983, jamais resolvidos, das jovens Emanuela Orlandi, filha de um funcionário da Corte Pontifícia, e Mirella Gregory, e o escandaloso assassinato do coronel Estermann e sua mulher, a venezuelana Gladys Meza, por um jovem da Guarda Suíça em 1998 dentro de seu apartamento no Vaticano.

   ''É evidente que o seqüestro e o posterior possível assassinato de Orlandi foi um ato criminoso para fazer desacreditar e chantagear o papa.

   Depois de entrevistar, contactar e interrogar numerosas pessoas, entre elas o general Markus Wolf e Gunther Bohnsack, ex-chefes da Stasi, Imposimato chega à conclusão de que a KGB, junto com os serviços secretos búlgaros e da Alemanha Oriental influenciaram o terrorista turco Mehemet Ali Agca, autor do atentado contra o pontífice.

(© NoOlhar.com.br)

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