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Itália planeja pôr à venda bens públicos |
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16/12/2002
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Bruce Johnston
Do Daily Telegraph
ROMA. A Itália planeja hipotecar muitas de suas
propriedades públicas, incluindo palácios, ilhas venezianas, fortes e mesmo a galeria
nacional em Roma, de acordo com documentos confidenciais do governo. O Legambiente, um
grupo de pressão contrário à medida, divulgou uma lista que, segundo ele, mostra que o
premier Silvio Berlusconi planeja vender alguns lugares de significativo valor histórico
e artístico, a despeito de assegurar o contrário.
A maioria das propriedades listadas será usada para levantar fundos para um
ambíguo programa de obras públicas. Possivelmente, o Palácio Barberini, uma obra-prima
barroca que abriga a Galeria Nacional de Arte em Roma, é o mais valioso. O Legambiente
diz que a lista de bens já está circulando há algum tempo no Ministério das Finanças.
Governo se mantém vago sobre o plano
Entre outras propriedades estão a Villa Regina, do século XVII, em Turim, e
o Palácio Bagnara, do século XVI, em Nápoles. Algumas ilhas também estão na lista,
como a de Nisida, perto de Nápoles, e a de Pianosa, perto de Elba. E ainda três
castelos, fortes do século XVII, a floresta do Castelo Porziano, perto de Roma, e 150
acres de terreno litorâneo na Costa Smeralda, na ilha mediterrânea da Sardenha.
Não há indicações ainda sobre o preço pelo qual as propriedades serão
postas à venda e quando a privatização começará.
Segundo o Legambiente, é muito provável que as propriedades
sejam vendidas ou hipotecadas para arrecadar fundos para o programa de obras públicas
inúteis. Cada propriedade do Estado está em risco, sem exceção.
O governo tem sido vago sobre seus planos para o esquema de venda, sobretudo
após receber uma enxurrada de críticas meses atrás quando a idéia foi vazada para o
público.
(© Globo On Line)
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