Das Agências
A Itália pôs à disposição dos Estados
Unidos seu espaço aéreo e suas bases militares no caso de uma ação militar contra o
Iraque, anunciou nesta terça o ministro da Defesa, Antonio Martino. Em um discurso no
Parlamento, Martino explicou que esta oferta de apoio indireto era a resposta
a uma série de consultas de Washington com seus aliados, e que, por enquanto, a
intervenção de tropas italianas não está prevista.
O titular da Defesa afirmou que os
especialistas da Casa Branca ainda precisam de várias semanas para examinar a
documentação sobre os arsenais entregue por Bagdá e que nesse prazo de tempo os EUA
querem saber de forma preventiva a disponibilidade de diversos
países integrar uma coalizão em caso de uma ação militar.
Enquanto isso, a Turquia em princípio se
opõe a uma operação militar contra o Iraque, mas, diante da pressão dos Estados
Unidos, o país está estudando o seu envolvimento direto no conflito para ter direito a
expressar suas opiniões.
O governo de Ancara ainda não anunciou sua
decisão em relação a uma eventual ajuda aos Estados Unidos no caso de uma operação
militar contra Bagdá, mas, para os analistas, não há dúvida de que a Turquia vai
cooperar.
Encontro Os líderes dos grupos
opositores iraquianos, depois de quatro dias de conversações em Londres, chegaram nesta
terça a um acordo patrocinado pelos Estados Unidos para formar um comitê de 65 membros
em preparação para a era posterior a Saddam Hussein. Os opositores propuseram explorar
os fatores internacionais para derrubar o regime de Saddam Hussein, enfatizando que
a oposição e a população deverão desempenhar um papel primordial na
mudança.
A televisão estatal iraquiana afirmou que
não há lugar para os traidores no Iraque, na primeira reação de Bagdá ao
congresso da oposição organizado em Londres, com o apoio dos Estados Unidos.
(© Diário Online)