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Vaticano envia cardeal à China para resgatar laços diplomáticos |
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15/09/2000
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Pequim deve reiterar suas condições quanto a uma aproximação com a Santa Sé por
ocasião da visita do cardeal Roger Etchegaray, um dos colaboradores mais próximos ao
papa, que hoje vai se reunir com o chefe da Igreja Católica que obedece ao regime
chinês.
O cardeal chegou ontem a Pequim para participar de uma conferência sino-italiana de três
dias sobre religião e paz, em um contexto de relações muito tensas entre Roma e o
regime comunista.
O Vaticano enfatizou que a viagem ocorre a título pessoal e não constitui um
reconhecimento da Igreja Católica controlada pelo regime chinês.
No entanto, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Sun Yuxi, anunciou hoje
que o cardeal "visitará a Igreja Católica chinesa", aceitando um convite de
seu presidente, Fu Tieshan, e do presidente da Conferência Episcopal, Liu Yuanshan.
Na China coexistem duas Igrejas Católicas, uma fiel às autoridades, que conta com 4
milhões de fiéis e não reconhece a autoridade papal, e outra clandestina, adepta da
Santa Sé.
A Santa Sé rompeu relações com Pequim em 1958, quando o governo chinês nomeou dois
bispos. Apesar disso, Roma indicou no ano passado ter estabelecido canais extra-oficiais
com Pequim, diante da esperança de normalizar suas relações. (France Presse)
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