Warley conseguiu emprego no
Grêmio, com um empréstimo de um ano. Alberto ainda tem chance de permanecer no clube,
mas não volta para a Europa até regularizar seus documentos.
Dirigentes da Udinese resolveram despachar os dois temendo uma
possível condenação na Justiça da Itália. Eles corriam o risco de ser expulsos do
país por violar a lei sobre imigração.
Warley e Alberto são acusados de falsificação de passaportes. Os
dois foram detidos no Aeroporto de Varsóvia, Polônia, semana passada, quando o time da
Udinese desembarcou no Aeroporto Ploch para disputar um jogo pela Copa da Uefa naquele
país.
Segundo a aduana polonesa, os dois atletas poderiam ser condenados a
até cinco anos de prisão em caso de abrir-se um processo judicial.
"O Warley não tinha mais lugar na Udinese e então o clube
resolveu ceder o jogador até que se esclareça o problema do seu passaporte", disse
o técnico da equipe, Luigi Di Canio.
Para contar com o atacante por um ano, o Grêmio deve desembolsar
US$ 600 mil.
A situação de Alberto é diferente. O clube italiano tem um
contrato de quatro anos com o lateral-direito e não está disposto a repassá-lo a outro
time.Por isso, aguarda uma decisão do Consulado Italiano, em São Paulo, na tentativa de
recuperar seu jogador.
Alberto desembarcou ontem em São Paulo e busca no consulado um
visto de residência temporária na Itália para poder voltar para a Udinese.
O empresário Juan Figer, responsável pela transação dos dois
jogadores com o clube italiano, continua negando participação no escândalo da
falsificação de passaportes. O agente, que é credenciado pela Fifa, argumenta que a
irregularidade dos documentos foi cometida na Itália.
Figer também foi acusado no caso do passaporte falso de Edu,
volante do Corinthians, que estava negociado com o Arsenal, da Inglaterra. O caso Edu
ainda não foi resolvido. O jogador aguarda a regularização dos seus documentos para
continuar sonhando com a transferência. (AE)