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"Eu sou a vítima", garante Warley

20/09/2000

 

 

O atacante Warley e o lateral-direito Alberto, da Udinese, se movimentam para não ficar sem emprego. Receosa com a chance de ver dois de seus jogadores expulsos do país, a diretoria do clube italiano agiu e, de uma tacada, emprestou Warley ao Grêmio e orientou Alberto sobre como acertar sua situação. A dupla desembarcou no Brasil anteontem disposta a seguir os “conselhos”, mas não a falar sobre o assunto.

    A trama começou quando, há uma semana, Warley e Alberto foram retidos no Aeroporto Internacional de Varsóvia, Polônia, sob suspeita de estarem usando passaportes portugueses falsificados. Sem alternativa diante da iminência de um desfecho ruim, o primeiro ato foi se curvar à insistência do Grêmio – que desde o começo deste mês tornou público o interesse pelo atacante. O segundo é mais complicado e requer um certo tempo para acabar.

    Warley vinha atuando pela Udinese e fez o gol da vitória por 1 a 0 na partida contra o Varsovia, um dia após o episódio da documentação. Mesmo assim, o time aceitou a oferta gremista e o cedeu por empréstimo de 10 meses – em troca, deve receber cerca de US$ 600 mil. Durante sua apresentação em Porto Alegre, no final da tarde de ontem, Warley respondeu todas as perguntas, exceto as relacionadas ao caso.

Sem comentários

    “Eu sou a vítima”, resumiu, sem esclarecer o que realmente aconteceu na Polônia. O máximo que o atacante aceitou comentar foi que os advogados da Udinese estão cuidando do problema e, também, que a ordem de não falar partiu do clube. Segundo ele, o silêncio foi a única orientação repassada pela diretoria italiana.

    No Rio Grande do Sul, os dirigentes gremistas acreditam que o incidente não vai interferir na transferência. “Tudo foi acertado e a papelada está encaminhada”, disse o assessor Sérgio Chiller. A expectativa é de que Warley possa estrear sábado, contra o Vitória, em casa, pela Copa João Havelange.

    Já o futuro de Alberto pode continuar sendo na cidade de Udine, pelo menos nos próximos quatro anos. A Udinese não quer liberá-lo para outra equipe e, por isso, o lateral veio ao Brasil buscar o visto de trabalho temporário. Alberto desembarcou no começo da tarde de anteontem em São Paulo, mas não foi encontrado.

    Em Oliveira, interior de Minas Gerais, apenas a mãe tentava dar explicações. “Ele me ligou, disse que estava tudo bem, que veio para acertar os documentos e que voltaria para a Itália assim que ficasse tudo pronto”, afirmou Margarida Soares do Carmo.

    A mãe declarou que Alberto provavelmente estaria em companhia do empresário Juan Figer. “O padrinho dele (Francisco) comentou que o Juan ajudaria com a papelada”.

    O escritório de Juan Figer cuida dos interesses de Alberto, Warley e ainda do corintiano Edu. Recentemente, os três estiveram envolvidos em supostas falsificações de passaportes portugueses, apesar da negativa do empresário em ter qualquer participação nos escândalos.

    Para conseguir visto, o Consulado Italiano em São Paulo precisa receber um pedido do Comitê Olímpico Nacional Italiano. Depois, Alberto ganha autorização para trabalhar na Itália por quatro anos – período de duração do seu contrato com a Udinese. (AE)


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