Depois de Warley e
Alberto - e do corintiano Edu -, ontem foi a vez de a Polícia da cidade
italiana de Udine comunicar que o lateral-esquerdo Jorginho,
ex-Palmeiras, também vinha utilizando passaporte português falsificado.
Jorginho, assim como Warley e Alberto, pertence à Udinese - todos
foram negociados pelo empresário Juan Figer - e a irregularidade foi descoberta porque o
clube enviou para investigação a papelada de todos os atletas estrangeiros - medida
motivada pelo incidente que envolveu os outros dois brasileiros no Aeroporto Internacional
de Varsóvia, quarta-feira da semana passada.
O lateral chegou a prestar depoimento ao chefe de Polícia Giuseppe
De Donno, que confirmou a procedência portuguesa do passaporte. Se forem seguidos os
padrões legais, Jorginho terá 15 dias para deixar o país. Mesmo prazo que o paraguaio
Alejandro Da Silva, em situação idêntica, possui para embarcar - a diferença é que
sua situação foi descoberta 24 horas antes.
Todos esses jogadores faziam uso de passaporte português para ter o
direito de serem inscritos como pertencentes à Comunidade Européia, artifício que os
isenta do rótulo de "estrangeiro". Mas agora, com o futuro na Europa
indefinido, a alternativa para Jorginho pode ser o empréstimo - na Itália já se fala de
um possível acerto com o Vasco. (AE)