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Sophia Loren declara seu amor ao Rio, à bossa nova e ao cinema 

30/09/2000

Sophia Loren

 

RIO - Rubens Barrichello talvez nem saiba, mas recebe um carinho todo especial de Sophia Loren. "Amo Barrichello, chorei de emoção quando ele ganhou o Grande Prêmio", disse ontem Sophia, durante a coletiva realizada no auditório do Città America. Ela veio ao Brasil para a inauguração do shopping, localizado na Barra. Dela não se pode dizer que foi uma bela mulher. Sophia ainda é uma mulher belíssima. Está inteirona nos seus 60 e tantos anos. Exaspera-se um pouco quando os jornalistas insistem no assunto beleza. Não tem medo de envelhecer. "Teria se a minha vida fosse baseada só na beleza." Qual é o seu segredo de beleza? "Se é segredo, não conto", diz, rindo aquela risada gostosa a que o público se acostumou no cinema.

Havia tempo sonhava vir ao Brasil, que aprendeu a amar pela língua, pela música. Adora as modulações do português, adora a bossa nova. O que gostaria de conhecer no Rio? Não vacilou - "Ipanema". É napolitana, cresceu de frente para o mar, olhando a baía de Nápoles. Mas quando abriu a janela do hotel e viu o mar do Rio, confessa que ficou extasiada. "È meraviglioso", diz.

   Deveria ficar até amanhã, mas vai ter de regressar hoje para a Itália. Na sexta-feira começa a rodar Francesca e Anunciata, um filme de época, baseado no romance da escritora napolitana Maria Ortilia Natale. Será dirigido por Lina Wertmuller, a ex-assistente de Federico Fellini. Isso traz o assunto para Tieta do Agreste.

   Há alguns anos, Sophia ia fazer a heroína do romance de Jorge Amado, num filme que seria dirigido por Lina. Ela diz que leu o livro, gosta muito dele e do autor. Fala com a convicção de quem realmente conhece Amado. O projeto estava adiantado, mas ela estava numa fase complicada da vida. "Tive problemas pessoais na época, não podia afastar-me da Itália e tivemos de desistir."

   Como vê o cinema italiano atual? "Antes era muito melhor." Antes, no tempo de Vittorio De Sica e Marcello Mastroianni, o diretor e o astro com quem filmou tantas vezes. Coloca De Sica num pedestal. Diz que quando se conheceram, ela tinha 18 anos, precisava de alguém experiente e maduro que lhe desse orientação e apoio na carreira. Encontrou tudo isso no grande De Sica.

   É uma diva, não se importa de se debruçar sobre o seu passado, mas deixa claro que prefere olhar para o futuro. Credita seu sucesso à força de vontade, à disposição de lutar por aquilo em que acredita. Essa mulher não é um mito só por sua beleza. Meia hora com Sophia Loren permite descobrir um pouco de sua energia - que fez dela uma deusa do cinema. (Luiz Carlos Merten, OESP)


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