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Pavarotti diz se sentir perseguido pela justiça italiana |
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18/09/2001
MODENA, Itália, 17 set (AFP) - O famoso tenor italiano Luciano
Pavarotti, de 66 anos de idade, acusado de sonegação fiscal, compareceu
esta segunda-feira ao tribunal de Modena (Norte da Itália), onde alegou
sua boa fé, embora tenha dito sentir-se perseguido pela justiça
italiana.
"Não me sinto culpado e se existe uma lei que diz o contrário, quero
que saibam que agi em perfeita boa fé", declarou o tenor, acusado pelos juízes de
ter cometido irregularidades fiscais entre 1989 e 1995, num total de entre 18 e 20
milhões de dólares (35 a 40 bilhões de liras italianas).
"Alguém disse que a lei é igual para todos, embora mais para
Pavarotti. Não sei o que quer dizer, mas me faz sentir um perseguido", declarou o
cantor, que se apresentou no tribunal acompanhado por três advogados e sua nova
companheira, Nicoletta, trinta anos mais jovem.
Luciano Pavarotti apresentou a lista de suas propriedades e de sua renda,
precisando que 90% do dinheiro que ganha vem de suas atividades profissionais em Nova
York. O tenor acrescentou que possui desde 1968 uma gravadora em Londres, a Decca.
"Tenho um apartamento em Nova York, onde passo a maior parte do ano.
Tenho outros apartamentos pelo mundo. Em Montecarlo, possuo um apartamento, que visitava
com frequência antes de minha relação com Nicoletta Mantovani, para estar mais
tranquilo. Tenho uma casa de férias em Pesaro. Em Modena, durmo na casa de um amigo,
ainda não tenho casa aqui", explicou o tenor, nascido em Modena.
Para a justiça, o tenor é culpado de ter sonegado o pagamento de impostos
na Itália, apresentando como pretexto uma residência judicial em Mônaco, considerada
fictícia. (© UOL Música) |
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