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Passaportes falsos são tema do dia
na Itália |
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10/10/2000
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ROMA - Dois
anos após vários casos de doping e uma temporada depois de denúncias de
naturalizações consideradas abusivas, o futebol italiano tem mais um problema
extra-campo de grandes proporções para encarar: as seguidas denúncias de que jogadores
sul-americanos são portadores de passaportes falsos. Depois da detenção em setembro em
Varsóvia, na Polônia, dos brasileiros Warley e Alberto, na época respectivamente meia e
lateral da equipe italiana da Udinese, e das denúncias de que Dida, goleiro do Milan e da
seleção brasileira, também beneficiou-se do uso de passaporte falso, mais dois
sul-americanos foram denunciados: o uruguaio Alejandro Da Silva e o lateral brasileiro
Jorginho.
Esses dois jogadores já receberam ordem de expulsão do país por
estarem usando passaportes portugueses falsos. Os dois também tem seus passes vinculados
à Udinese. O chefe de polícia da cidade, Giuseppe di Donno, foi quem solicitou a
expulsão. Foi di Donno quem descobriu que a assinatura de um suposto diplomata português
na Itália era falsa. Também estão entre os suspeitos de terem passaportes falsos o
volante Marcos Assunção, da Roma, e várias vezes convocado para a seleção brasileira,
e mais os argentinos Fabián Ayala e José Antonio Chamot, do Milan, e Matías Almeyda, do
Parma.
Vincenzo Morabito, representante oficial da Lazio e vice-presidente da
Associação Internacional de Agentes de Jogadores pediu que se tomem severas medidas
contra os responsáveis pelas falsificações de passaportes. "Não se acha
passaportes dentro de um ovo de Páscoa e acho que há uma organização criminosa por
trás de tudo", disse. "Para acabar com algo tão vergonhoso, é preciso que as
federações européias e a Fifa intervenham de verdade, porque até agora encararam o
fato com muita lerdeza."
No entanto, também a Lazio teve problemas com a naturalização do argentino
Juan Sebastián Verón, que alegou ter um tataravô italiano para obter a cidadania. Os
documentos por usados pelo argentino, enviados pelos consulado italiano de La Plata, na
província de Buenos Aires, apresentavam graves irregularidades. (OESP)
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