ROMA -- As autoridades da Defesa Civil da Itália, na
terça-feira, determinaram a evacuação de 12 mil pessoas devido a ameaças de elevação
do Rio Pó, entre as cidades italianas de Parma e Piacenza, no norte do país.
Duas mil pessoas iriam deixar suas casas na área de Piacenza e 10 mil na cidade de Parma
e seus arredores, disse o funcionário do serviço regional da Defesa Civil Demetrio
Egidi.
Em Piacenza, o nível do Rio Pó, que tem sua nascente nos
Alpes castigados pelas chuvas, estava 15 centímetros mais alto do que
durante uma grande enchente que atingiu a cidade em 1951, quando
alcançou os 10,25 metros.
Trinta mil sacos de areia foram enviados para a região para ajudar a
impedir que a enchente chegue a áreas habitadas.
Em Parma, os desabrigados que não tinham para onde ir seriam acomodados
em espaços de exposições.
Cerca de 100 voluntários, além de bombeiros, assistentes sociais,
técnicos e soldados do exército estão envolvidos nas operações de resgate.
As enchentes levaram o coração industrial da Itália a uma virtual
paralisação.
A Fiat fechou três de suas maiores fábricas porque os suprimentos não
poderiam ser entregues.
Esperava-se que a produção fosse retomada em uma das fábricas no final
da terça-feira, mas as outras duas permaneceriam fechadas.
Mais de 173 estradas foram interditadas e dezenas de pontes destruídas. A
rodovia Turim-Milão e a principal linha ferroviária da região estavam paradas e muitos
serviços ferroviários para a França e a Suíça estavam suspensos.
Cerca de 30 fábricas foram atingidas pelas enchentes na zona industrial
em torno de Ivrea, perto de Turim, onde a Olivetti tem sua sede.
O prédio da operadora de telefone móvel Omnitel em Ivrea estava fechado.
Algumas pontes foram reabertas em Turim quando o rio baixou dois metros de
sua atual marca elevada, mas o sistema de transporte da cidade permanece paralisado.
As escolas em Turim, uma cidade de um milhão de habitantes, interroperam
as atividades e alguns distritos ficaram sem água potável.
As autoridades regionais do Piemonte disseram que iriam precisar de pelo
menos duas semanas para avaliar o prejuízo.
Essa enchente é a pior da Itália desde 1994, quando 30 centímetros de
chuva caíram em dois dias na região do Piemonte, matando 68 pessoas. (CNN, com
informações da agência France Presse)