Montadora anuncia hoje a convocação de 400 mil proprietários para
reforçar engate do cinto de segurança
A Fiat vai chamar os proprietários do Palio EX 1.0 para colocar um
reforço na peça de suporte do cinto de segurança. O recall convocação
que a empresa prefere chamar de ação preventiva será anunciado hoje
e o início do conserto será nos próximos dias. O número de veículos envolvidos é
estimado em 400 mil. Os modelos 2001 não estão incluídos.
A diretoria da Fiat apresentou ontem a Roberto de Freitas Filho,
diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça,
o relatório prévio para a operação. A decisão da Fiat acontece três dias depois do
início do recall feito pela General Motors até agora o maior do Brasil,
envolvendo 1,3 milhão de Corsas que também apresentaram problemas com equipamento
relacionado ao cinto de segurança.
Defeito foi detectado em teste da Quatro Rodas
O defeito envolvendo o Palio foi detectado há pouco mais de um mês,
quando a revista Quatro Rodas, fez um crash test (simulação de impacto)
com o carro, e o engate dos cintos do motorista e do passageiro se soltou. O diretor de
Comunicação da Fiat, Marco Antonio Lage, afirmou que os testes feitos pela montadora
italiana seguem padrões de qualidade europeus e brasileiros, e não apresentaram
problema. Já o teste feito pela revista segue padrões americanos, que se baseiam em
condições de uso do veículo diferentes às do mercado brasileiro e europeu, onde o
Palio é comercializado.
Segundo Lage, para evitar futuros problemas ou mesmo um desgaste perante o
consumidor, a montadora vai optar pela ação preventiva, que, provavelmente, consistirá
em agregar um reforço à peça de ancoragem do cinto. A empresa garante que, ao
contrário do ocorrido com veículos Corsa, não foi registrado nenhum acidente em que os
cintos do Palio tenham se soltado. No caso da GM, foram notificados 25 acidentes, dois com
mortes.
O maior recall feito pela Fiat no País foi em abril de 1996,
envolvendo 150 mil modelos Tipo importados da Itália. Alguns carros pegaram fogo e a
empresa providenciou a substituição dos tubos de ar. Em outubro de 1997, a montadora
chamou 6.500 proprietários de Tempra para trocar as rodas de liga leve. Em janeiro de
1998, foi a vez de 6.100 donos de Alfa Romeo passarem pelas concessionárias para a troca
de tubos do circuito de alimentação de combustível e ajuste do airbag. (ODia)