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Itália acusa 1.491 em caso de
pedofilia em massa |
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30/10/2000
Um
promotor público italiano acusou 1.491 pessoas, entre italianos e estrangeiros, pela
oferta ou possibilidade de download de arquivos de pornografia infantil da Internet, no
que pode tornar-se um dos maiores julgamentos da Itália, noticiaram jornais no sábado.
O promotor Alfredo Ormanni mandou a julgamento 831 italianos e ordenou que
660 estrangeiros fossem localizados e enviados para a Itália para responderem às
acusações.
O caso de pornografia infantil entrou em foco após a descoberta há cerca de
um mês de um círculo de pedofilia na Rússia.
Não ficou claro se os pedidos de extradição ou de ordem de prisão
internacional foram emitidos em nome dos acusados de fora da Itália -da Rússia, França
e Malásia- disseram os jornais.
Mas a maior parte das pessoas foi apanhada em um complexo exercício
envolvendo um Web site de pedofilia falso colocado na rede por autoridades italianas,
policiais e pela maior companhia de software do mundo, a Microsoft.
O site, chamado "amantideibambini" ("amantes de
crianças"), registrou 1.032 assinantes.
Algumas pessoas, nenhuma das quais italiana, foram acusadas de oferecer
material pornográfico através da Internet. Grande parte é acusada de promover o
download de pornografia infantil.
As acusações foram feitas um mês depois da explosão de um escândalo de
pedofilia seguido da investigação a 600 casos. Oito pessoas foram presas na Itália sob
acusação de posse e comercialização de material pornográfico infantil vindo da
Rússia.
Três pessoas teriam sido presas na Rússia por conexão com o círculo de
pedofilia, mas descobriu-se que as notícias eram falsas. (Reuters)
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