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Com a cidade histórica de Verona, a basílica de São Francisco de
Assis, seus monumentos nos arredores e as ilhas Eólia, no sul da Itália,
declarados patrimônio mundial da humanidade pela Unesco, Itália se torna
o país com o maior número de lugares protegidos pelas Nações Unidas.
"O ministério das relações exteriores e o ministério da cultura
manifestam sua satisfação pela decisão da Unesco e informam que a Itália, com 34
tombamentos, é o país com o maior número de lugares inscritos na lista do patrimônio
mundial da Unesco", escreveu esta sexta-feira em um comunicado a chancelaria
italiana.
A decisão de incluir três novos locais na lista foi tomada durante a
XXIV sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, que se realiza em Cairns,
Austrália.
Na lista dos novos tombamentos, figura a cidade de Verona, fundada no
século I AC, conhecida no mundo inteiro por ser cenário da tragédia de Romeu e Julieta,
e cujas praças, academias e palácios da Idade Média e do Renascimento são consideradas
como obras-primas.
A localidade de Assis, assim como a basílica de São Francisco e os
monumentos franciscanos de Santa Maria dos Anjos, o Mosteiro de São Damião e o
Santuário de Rivotorto foram definidos como pontos de referência para o desenvolvimento
da arte e da arquitetura na Europa.
As ilhas Eólia, no extremo sul da Itália, em frente à Sicília,
incluídas por seu valor natural, foram indicadas como exemplo de atividade vulcânica,
cuja atividada ainda vigente foi considerada de interesse internacional, e inclusive
científico.
Sessenta e um novos lugares culturais e naturais, mais de dez na América
Latina, foram inscritos no Patrimônio Mundial da Unesco, que conta agora com 691
tombamentos de "valor universal excepcional" em 122 países, segundo informou a
organização. (Terra/AFP) |