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Acabou o sonho de Vampeta

08/12/2000

 

 

Esta é mais uma história de um jogador brasileiro que não deu certo na Europa. Desta vez, é Vampeta. Ele desembarcou ontem, em São Paulo, disposto a procurar um clube para jogar depois de três meses de frustrações na Itália. O volante ainda não foi colocado à venda pela Inter de Milão. O caso será resolvido daqui a duas semanas, prazo que os italianos deram ao jogador.

   Reinaldo Pitta, agente do jogador, disse ontem que o futuro do atleta será decidido antes do Natal. Afastou a hipótese de uma transferência para o Flamengo e adiantou que o Corinthians está no páreo.

   "Teremos duas semanas para resolver a situação. O momento é de esfriar a cabeça e não tomar uma decisão precipitada. O interesse do Flamengo não passa de especulação. Temos obrigação moral de conversar com o Corinthians", disse Pitta.

   O agente ressalta que os dirigentes da Inter devem tomar uma posição e não o atleta. "Não adianta ficarmos falando em transferência sem a concordância da Inter. O Vampeta voltou ao Brasil com a autorização do clube. É um jogador diferenciado, titular da Seleção Brasileira, tem de ter um tratamento especial. A Inter é que deve dizer o que pretende ."

   Vampeta, 26 anos, foi contratado do Corinthians, em agosto, por US$ 15 milhões. Assinou contrato de quatro anos com direito a US$ 2 milhões em salários por temporada. Desembarcou em Milão dia 5 de setembro com o projeto de colocar os italianos aos seus pés. Três meses depois, não conseguia nem vaga no banco de reservas da fraca Inter.

   Três ultimatos O clube trocou de técnico. Saiu o famoso Marcello Lippi e entrou Marco Tardelli, e nada de Vampeta jogar. Uma série de três ultimatos, reivindicando um lugar no time, e o volante resolveu pedir as contas.

   "Sou um herói no Brasil, mas na Itália ninguém me conhece", disse Vampeta com algum rancor, ontem, no desembarque em São Paulo. O jogador deve passar uns dias na cidade revendo amigos enquanto aguarda o desenlace do seu caso.

   Sua história se soma a de outros fracassos de brasileiros que foram à Europa, viram e não gostaram. Quem não se lembra de Viola no Valencia da Espanha. O atacante disse que não aprovou a comida espanhola, trocou a paella pela bolacha de maizena. Marcelinho Carioca, também no Valencia, criou um enguiço e não ficou mais de seis meses.

   Luizão não suportou o La Coruña e voltou correndo para o Brasil. Edmundo arrumou uma tremenda confusão na Fiorentina. Abandonou o time, que disputava o título italiano, para passar o carnaval no Rio. Disse, meses depois, que estava arrependido. Edmundo repetiu a história de Sócrates nos anos 80. O "Doutor" retornou ao Brasil por não se adaptar aos costumes europeus.

Falcão talvez tenha sido uma das raras exceções. Este sim colocou a Itália aos seus pés, sendo aclamado o "Rei de Roma".  "Quando cheguei no futebol italiano imaginei que poderia jogar como estava acostumado no Brasil. Com o tempo, aprendi que tinha de respeitar o modo deles, o jeito deles jogarem. Depois, obedecer sempre às determinações do técnico. Eu não era o Falcão, era mais um. Quando estava adaptado ao estilo deles, aí sim passei a impor o meu estilo de jogo. Deu certo. No final da história, não podia andar mais sossegado nas ruas." (Luiz Antônio Prósperi, JT)

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