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MILÃO, Itália -- A polícia da Itália desativou segunda-feira uma
bomba-relógio encontrada por funcionários na Catedral de Milão, três
horas antes do programado para explodir.
A bomba foi encontrada em uma passagem do topo do Duomo gótico, no centro
de Milão, em torno do meio-dia (9:00, hora de Brasília) com o detonador marcado para às
15:00.
O vice-ministro do Interior, Massimo Brutti, disse que a polícia
antiterrorismo, que freqüentemente investiga crimes com possível motivação política,
foi chamada para analisar o caso.
A bomba, feita com cerca de um quilo de pólvora, foi acondicionada em um
recipiente para comida coberto por um saco e com fios saindo dele.
Um juiz especulou que a bomba poderia estar relacionada à atmosfera
pré-eleitoral na Itália.
As eleições nacionais estão previstas para o início do próximo ano e
o clima político entre a centro-esquerda e a centro-direita já esquentou.
"Isso é um sinal preocupante porque acontece durante uma campanha
eleitoral que atingiu tons amargos já em seu começo", disse o juiz Gerardo
D'Ambrosio, que investigou o terrorismo no passado.
"Nós esperávamos que recorrer a bombas fosse uma ferramenta
política do passado, mas infelizmente parece que não", lamentou.
D'Ambrosio disse preferir que a bomba fosse um ato de um "louco"
do que de qualquer grupo político.
Nenhuma organização assumiu de imediato a autoria do atentado frustrado pela
polícia.
O teto da catedral é aberto à visitação e a bomba foi descoberta por
um funcionário em uma das passagens mais usadas pelos freqüentadores do templo
católico, uma das maiores atrações turísticas de Milão. (CNNBrasil) |