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A ópera "Aída", de Giuseppe Verdi, será reduzida "a sua essência" por
Franco Zeffirelli, que estreará um montagem da obra em janeiro, na
Itália), por ocasião do centenário de morte do compositor(1813-1900).
"Trata-se de uma experiência, de um desafio. Quero entrar na essência, nesse
enigma que deixou Verdi ao iniciar com um prelúdio tão triste, amoroso e pequeno uma
ópera que se tornou tão espetacular" afirmou o cineasta nesta terça-feira, em
Roma.
A produção de Aída, ópera da qual Zeffirelli realizou versões grandiosas
para teatros como Scala de Milão e o Metropolitan de Nova York, estará a cargo da
Fundação Arturo Toscanini, que propôs ao cineasta dirigir "a maior obra de Verdi
no menor teatro do mundo".
Aída em versão reduzida vai estrear no dia 27 de janeiro no Teatro Verdi,
de Busseto, data do aniversário da morte do músico, que nasceu na pequena aldeia das
proximidades de Parma, e contará com a participação da bailarina Carla Fracci.
O espetáculo será representado 13 vezes no pequeno teatro, com capacidade
para 350 pessoas, que tem um palco de 8 metros de largura, bem menos do que os 18 metros
do Scala, e que foi restaurado em dezembro de 1999.
Jovens e desconhecidos cantores de todo o mundo, entre eles nigerianas e
americanos, fazem parte da orquestra e do coro da Fundação Arturo Toscanini.
O mundo cultural italiano se prepara para celebrar com pompa o centenário da
morte do compositor. Documentários, biografias e ciclos educativos foram programados para
o próximo ano.
No dia 27 de janeiro de 2001, a Missa de Requiem, dirigida por Valeri Gergev,
será transmitida ao vivo pela televisão da Catedral de Parma, cidade onde Verdi morou a
maior parte de sua vida. Também no dia 27 o tenor italiano Luciano Pavarotti cantará
"Aída" no Metropolitan de Nova York. (Folha Online/France Presse) |