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Roma - O ministro da Saúde
italiano, Umberto Veronesi, deu seu apoio hoje a um relatório de uma equipe científica
que defende a clonagem de embriões humanos, uma forma de pesquisa permitida em outros
países, mas rejeitada pelo Vaticano.
Depois de meses de avaliação, um grupo de 25 especialistas indicados pelo
governo entregou a Umberto Veronesi um documento apoiando a clonagem de células-tronco
retiradas de embriões humanos com fins terapêuticos.
Veronesi chamou de o relatório de "revolucionário" e disse que
espera que a Itália consiga ser pioneira na clonagem de células-tronco retiradas de
todas as partes do organismo e não apenas de embriões humanos, procedimento duramente
criticado pelo Vaticano.
A clonagem terapêutica foi aprovada oficialmente na Grã-Bretanha, França,
Alemanha e Estados Unidos, e promete ter um grande impacto na pesquisa de doenças
degenerativas incuráveis, como mal de Parkinson, mal de Alzheimer e ferimentos na
espinha.
A pesquisa, porém, gera críticas pesadas, porque depende das
células-tronco -as células mestras que se desenvolvem em todos os tecidos do corpo- e na
prática permite que os cientistas criem seres humanos e depois os matem.
Se a pesquisa for aprovada na Itália, país extremamente católico, deve
enfrentar oposição generalizada. O papa João Paulo 2º já expressou sua desaprovação
em várias ocasiões. (Folha Online) |