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Quadro de Goya é roubado de uma exposição em Turim

12/12/2001

 


  
Uma pequena tela do pintor espanhol Francisco de Goya, e propriedade de um antiquário italiano, foi roubada de uma sala de exposições em Turim (norte), informou a polícia.

   O quadro O Conde Ugolino (27,5 x 20,5 cms) foi levado por um dos visitantes da mostra, que depois de quebrar a corrente metálica que o protegia e retirá-lo da parede, se misturou ao público e fugiu sem que o serviço de vigilância tivesse tempo para intervir.

   Segundo a reconstrução dos fatos, o ladrão contava com coniventes que o esperavam na entrada do local e com os quais fugiu em um veículo a grande velocidade.

   O roubo ocorreu no dia de encerramento da exposição De Rubens a Goya, 30 obras da pintura européia, organizada pela sociedade Eis-Arte em uma galeria de Turim, e que incluía obras de Tintoretto, Ribero e Cavadoni, entre outros artistas.

   Segundo o diretor da Eis-Arte, Mario Rossi, a tela roubada está assegurada em mais de 500.000 dólares e na sua opinião é "invendível" no mercado clandestino da arte, por se tratar de uma obra catalogada e conhecida.

   A polícia disse hoje, segunda-feira, que a mostra não contava com as adequadas medidas de segurança e que isso já havia sido advertido aos responsáveis pelo evento.

   O quadro O Conde Ugolino, que era exposto ao público pela primera vez, foi comprado por um antiquário de Turim de outro de Bolonha (norte), há dois anos, por 500.000 liras (cerca de US$ 250) e, depois de ser examinado por diversos especialistas, foi atribuído a Goya.

   No entanto, a direção italiana do Patrimônio artístico não tinha recebido notificação da existência da obra, por isso, não tinha se manifestado sobre sua autenticidade.

   O motivo que inspirou Goya foi a lenda do canibalismo do conde Ugolino, um nobre que viveu no século XIII e que, vítima da guerra entre güelfos e gibelinos, foi enclausurado na prisão de Pisa com seus dois filhos e dois netos, com a pena de morrer de fome.

   Segundo uma tradição que Dante resgata em A Divina Comédia, o conde, em seu desespero, se viu obrigado a se alimentar com a carne de seus descendentes. (© Terra Diversão)

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