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Itália assina lei antiterror da União Européia |
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12/12/2001
ROMA. Depois de sofrer forte pressão de todos os outros 14 integrantes
da União Européia (UE), o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi,
foi convencido ontem a não bloquear a proposta de leis antiterror que
serão votadas na reunião de fim de ano da entidade. O primeiro-ministro
da Bélgica, Guy Verhofstadt, país que detém a presidência temporária da
UE, anunciou ontem a decisão de Berlusconi depois de uma reunião em
Roma.
A lei permitirá que juízes possam redigir mandados de prisão para pessoas
de outro país da UE sem a necessidade dos atuais processos bilaterais, que permitem que
suspeitos apelem e retardem a prisão por muito tempo. Rotulada como lei antiterror, a
medida tem 32 pontos, incluindo lavagem de dinheiro e pornografia infantil. A mudança
mais radical será a impossibilidade da recusa da extradição de pessoas com
nacionalidade do próprio país para outro. Esta medida exigirá emendas nas
constituições de Portugal, Áustria, Grécia e Alemanha.
A Itália não aceitava que fraude e corrupção estivessem na lista e se
recusava a assinar o documento, o que vinha gerando críticas a Berlusconi. Analistas
afirmavam que o premier italiano temia que as novas regras possam ser aplicadas nas
investigações que uma de suas empresas sofre na Espanha, por evasão de divisas.
Estou muito feliz por termos encontrado uma solução neste ponto
muito importante disse Verhofstadt. (© O Globo) |
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