Ele explicou em entrevista coletiva que são quatro ou
cinco países que mudarão seus ordenamentos jurídicos para aplicar a euro-ordem, a
partir de janeiro de 2004.
Destacou que "já que começamos a construir o edifício pelo
telhado, ao invés das fundações, já que fizemos uma coisa que não é normal, devemos
nos esforçar para harmonizar as legislações européias".
Ao ser perguntado sobre os polêmicos comentários que, segundo
participantes, fez para seus sócios da União Européia durante o jantar de ontem,
sexta-feira, à noite, o governante italiano disse que contou o que aconteceu na Itália
nos últimos dez anos.
O chefe do Governo italiano disse ontem à noite que há uma coalizão
internacional de juízes jacobinos que destruiu a classe política que governou a Itália
nos últimos 50 anos, à base de ataques contra seus adversários.
Estes juízes podem voltar a atacar outros países, disse Berlusconi,
tentando justificar para seus sócios as dúvidas que tinha para aprovar a euro-ordem,
mecanismo que eliminará os lentos processos atuais de extradição.
Berlusconi expressou sua satisfação pelas decisões adotadas hoje,
sábado, sobre a Convenção que reformará da União Européia, já que esta apresentará
suas conclusões em março de 2003, "o que nos permitirá iniciar e concluir na
presidência italiana" (segundo semestre de 2003) os trabalhos da CIG (Conferência
intergovernamental).