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Pompéia, erotismo em ruínas

28/12/2001

 


Afrescos de termas em Pompéia serão mostrados a turistas

MELINDA HENNEBERGER
New York Times

   POMPÉIA, ITÁLIA - Há 15 anos, Luciana Jacobelli, uma jovem arqueóloga italiana, descobriu, do lado de fora dos muros de Pompéia, antigas termas com impressionantes afrescos eróticos. Bem preservadas, as termas de mais de 2.000 anos têm mosaicos nas paredes, várias piscinas e uma cascata.

   Os afrescos, restaurados, e as termas poderão ser vistos pelo público a partir de 19 de janeiro. Em dourado, verde e vermelho escuro, as oito pinturas representam variações do ato sexual. Após anos de pesquisa, Luciana e seu orientador, Pietro Giovanni Guzzo, que supervisiona as escavações em Pompéia, não sabem por que os afrescos foram pintados nas termas. Para Guzzo, são indício de que um bordel funcionava no andar superior.

   Luciana discorda e diz que as pinturas foram feitas para serem lembradas, e não para excitar. Um dos afrescos mostra um homem com testículos gigantescos. Segundo a arqueóloga, os romanos riam de pessoas com defeitos físicos. ''Tudo indica que a pintura era para fazer rir'', afirma.

   Os turistas vão entrar nas termas pelo que era o vestiário, onde estão os afrescos. Cada um é numerado e a cada número corresponde uma caixa. Luciana acredita que as pinturas serviam de lembrete para os freqüentadores. Estes até poderiam esquecer que suas roupas estavam na caixa 6, mas não esqueceriam a cena de sexo grupal do número 6.

   Além do vestiário, há o frigidarium, a piscina de água fria com uma cascata. As paredes são cobertas de pinturas bizarras, como o rio cheio de crocodilos e criaturas do mar. As cenas se refletiam na água, dando aos banhistas a ilusão de nadar entre os animais.

   Mais adiante estão as saunas, cada uma mais quente que a anterior, chamadas tepidarium, laconium e caldarium. Nesta, três grandes janelas davam vista para a Baía de Nápoles. Há também uma piscina externa, aquecida por uma fornalha, aos cuidados de escravos chamados fornacatores. A palavra deriva de fornax, fornalha em latim e também raiz da palavra fornix, que quer dizer bordel. JB Online)

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