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Milão estuda obrigar a compra de automóveis ecológicos

29/01/2002

 

 

   A região italiana de Lombardia, cuja capital é Milão, esta estudando a possibilidade de impor de forma obrigatória a partir de 2005 a compra de veículos ecológicos (elétricos, a metano ou híbridos) para tentar atenuar os graves problemas de poluição que vive. A alta concentração de partículas contaminantes, até quatro vezes superior ao máximo estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), obrigou o governo nos últimos dias a restringir a circulação de veículos, através de um rodízio de placas.

   Apesar de a medida ter sido suspensa neste fim de semana depois de uma pequena melhora em virtude das chuvas, o dia de ontem com o tráfego normalizado voltou a situar os níveis de poluição nos limites. Diante da situação, as autoridades decidiram iniciar um plano de emergência que combata as causas diretas da poluição com medidas radicais, como a de obrigar os cidadãos a comprar no futuro carros ecológicos, iniciativa do presidente regional, Roberto Formigoni.

   Em declarações ao jornal Corriere della Sera, Formigoni pede ao dono da Fiat, Giovanni Agnelli, que reoriente a produção de veículos numa direção decididamente ecológica. Enquanto esta complexa proposta se concretiza e é submetida ao debate público, diversas comissões de especialistas trabalham em outras frentes para lutar contra a poluição, desde a reestruturação do parque de veículos públicos até a regulamentação do uso das calefações privadas.

    Mas o alarme desatado pela poluição excessiva não é exclusiva de Milão, a capital industrial da Itália, mas se estende a todo o Norte do país, como demonstra o bloqueio total da circulação realizado hoje em numerosas cidades. Os carros não circularam neste domingo pelas ruas de Bolonha e Bérgamo e o fizeram de forma muito restrita pelas de Parma, Modena, Ferrara, Rimini ou Ravena para tentar recuperar a qualidade do ar respirado por seus cidadãos.

   A seca na zona norte da Itália, há dois meses sem chuvas, que reduziu a límites mínimos históricos o leito do rio Po, contribuiu de forma decisiva para agravar o problema. (© Terra / Mundo)

 

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